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As informações e sugestões contidas neste blog têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

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06 dezembro 2016

Qual a relação entre a compulsão alimentar e ansiedade?

“Se eu tinha algo importante no trabalho no dia seguinte, ficava tão nervosa que devorava tudo que via pela frente”, recordou a estudante Michelle Villano que sempre travou uma luta com a balança por conta de sua ansiedade. 

Comer mesmo sem fome pode desencadear ou piorar sentimentos ruins, afetando também a saúde física. A estudante lembra que chegou a pesar 113 kg.

‘Enfiar o pé na jaca’ de vez em quando acontece com todo mundo, principalmente em festas ou reuniões. Devorar três pratos de caldo de mocotó num dia e no seguinte voltar com a alimentação mais regrada não é um problema. Torna-se um distúrbio alimentar quando volta e meia a pessoa se descontrola e come tudo que vê pela frente, até passar mal. Isso é um sintoma de Transtorno de Compulsão Alimentar (TCA). Pode ser classificado assim quando a pessoa come exageradamente mesmo sem estar faminto ou episódios em que se passa mal de tanto comer, como explicou o psiquiatra Alexandre Pinto Azevedo, coordenador do Grupo de Estudos em Comer Compulsivo e Obesidade (GRECCO) do Programa de Transtornos Alimentares (AMBULIM), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, na capital paulista. Ele ainda reforça que para caracterizar esse comer como doença é preciso que ocorra pelo menos duas vezes por semana.

O que muitos não imaginavam é que ser um 'compulsivo' por comida pode estar relacionado a uma "predisposição genética para o desenvolvimento de o transtorno alimentar, acompanhado de fatores neurobiológicos". Além disso, muita gente que passa por isso também sofre de depressão, ansiedade e outros transtornos psíquicos, como salientou o psiquiatra. "Aspectos de personalidade predispõem essa pessoa geneticamente a desenvolver o TCA. Baixa tolerância à frustração, dificuldade em lidar com perdas e mudanças ao longo da vida, baixa autoestima ou ainda dificuldade em lidar com distintas emoções" são alguns fatores.

Além de comer muito, a pessoa apresenta ainda grande angústia por não conseguir controlar a sua alimentação, além de sentimentos de culpa, arrependimento e fracasso por perder o controle. O psiquiatra reforça que "a presença de sintomas depressivos e ansiosos costuma ocorrer simultaneamente em pacientes portadores de Transtorno de Compulsão Alimentar". Michelle lembra que ficava mal depois que comia, e num ciclo sem fim comia mais para tentar melhorar. 

"Comia um saco de salgadinho, muita fritura, muita gordura e sempre sentada em frente à TV. Sentia momentos de paz", lembra a estudante. O especialista afirma que, ao comer por compulsão, a escolha dos alimentos que se tornam objetos 'de fuga' depende muito de cada pessoa. Ainda segundo ele, "pode variar exclusivamente em doces ou salgados, orgânicos ou industrializados ou a combinação de todos eles".

A prevalência média na população geral é cerca de 1,5%, e entre indivíduos obesos é cerca de 8%. Entre quem está passando por tratamento para perda de peso esta prevalência está em torno de 30%. No caso da obesidade mórbida, pode chegar a 50%. O psiquiatra Alexandre Pinto Azevedo acredita que esse aumento "se relaciona a uma década em que estamos expostos a situações mais estressantes, comparadas a outras épocas da vida. Isso é um facilitador para que, em uma pessoa geneticamente predisposta, estes sintomas alimentares se instalem". Além disso, há uma leve maior prevalência entre mulheres quando comparados aos homens. 

"Sentia muito prazer em comer", afirma Michelle. O que acontece também com essas pessoas é que apesar delas já estarem saciadas e 'estufadas', muitas continuam comendo até vomitar. Isso ocorre o estômago não suporta a enorme quantidade de alimento ingerido. Em muitos casos, esse ato pode gerar outros tipos de transtornos alimentares, como a bulimia. Mas estes outros acabam sendo passageiros. 

TRATE-SE COMENDO MELHOR

Michelle recorda que, quando resolveu mudar de vida e sair das estatísticas, procurou ajuda de uma nutricionista. A profissional indicou a ela uma reeducação alimentar. "Ela readaptou o meu cardápio, com alimentos mais nutritivos e equilibrados. Foram quase seis meses de tratamento para a compulsão alimentar. Além disso, passei a andar de bicicleta". O psiquiatra afirma que "dietas de restrição estão definitivamente proibidas para o comedor compulsivo. A regra é estabelecer uma reeducação alimentar, pois a pessoa vai receber orientações sobre evitar os alimentos em que se perde o controle facilmente e come-se compulsivamente". 

É preciso buscar ajuda médica a partir do momento em que se percebe que há algo errado, quando a comida não é apenas um meio de se alimentar, mas ao contrário, é algo do qual você se torna dependente e se sente angustiado, precisa comer para ‘curar momentaneamente’ essa angustia. 

O tratamento é individual, e indicado após uma avaliação psiquiátrica, uma vez que, segundo o coordenador do Grupo de Estudos em Comer Compulsivo e Obesidade, "frequente associação entre o TCA e outros transtornos psiquiátricos". A psicoterapia costuma ser o tratamento inicialmente escolhido. Funciona como um "aprendizado para identificar possíveis gatilhos desencadeadores de episódios de compulsão alimentar, aprendizado de como lidar com as adversidades e os sentimentos". Infelizmente, não há cura, mas existe tratamento. 

Quem está ao redor tem muito importância nesse processo. "O papel da família é sem dúvida apoiar e compreender que a perda de controle alimentar é uma doença, e não 'falta de força de vontade', e muitas vezes determinada por uma combinação psicológica e neuroquímica". Os que convivem com a pessoa que precisa de ajuda devem incentivar o tratamento da compulsão alimentar, e tomar muito cuidado com os comentários que fazem para "não reforçar o estigma relacionado a um transtorno psiquiátrico, estimulando a busca de tratamento adequado". Para ter sucesso, o tratamento precisa ser multidisciplinar, com o apoio de psicólogos, psiquiatras, nutricionistas e educadores físicos. 

Frequentemente, mudanças de hábitos e dinâmica alimentar da família são necessários para auxiliar o tratamento do portador de Transtorno de Compulsão Alimentar. É importantíssimo que haja diálogo e compreensão por parte das pessoas próximas, e que encarem a compulsão como uma impossibilidade, uma doença e não como mera perda de controle, má vontade ou preguiça de mudar. 

Michelle lembra que no começo sua família não quis ajudar. Achavam que seria mais uma das muitas dietas que ela havia tentado. "Eu estava disposta. Não queria mais comer loucamente. Hoje, com 30 kg a menos e outra cabeça, sei a importância que os alimentos têm. E que vou viver mais, sem tantos problemas". 

MUDAR É PRECISO

Diante da insatisfação com o corpo, é preciso recordar que ele é um instrumento divino, concedido para contribuir com o cumprimento de uma missão na Terra, também chamada de Agenda Espiritual. Sendo assim, cabe o esclarecimento feito pelo presidente-pregador da Religião do Terceiro Milênio, José de Paiva Netto, no capítulo "O equilíbrio como objetivo", registrado no livro Somos todos Profetas, de que não basta se preocupar com as pessoas apenas em seu contexto físico, o que é importante, mas não é tudo, porque "Estamos corpo, mas somos Espírito."

Por isso, as famílias devem estar atentas aos menores sinais de um transtorno alimentar. Ainda que as providências e reações pareçam difíceis de alcançar, é necessário intervir com coragem e amor, para que o tratamento seja realizado de forma eficiente.



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