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As informações e sugestões contidas neste blog têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

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22 outubro 2015

Quem você é quando você come?

A relação mente-corpo e a alimentação

Já passou por alguma situação em que, aparentemente do nada, um pensamento ruim surge na sua mente e estraga o momento? Você estava, digamos, dirigindo tranquilamente, e a lembrança de uma briga que teve volta de repente, te deixando irritado e ansioso.

Você começa a pensar em todas as coisas que queria ter dito, nas respostas que gostaria de ter dado, em como se sentiu mal com toda a situação, e, quando menos percebe, já está com o coração acelerado, irritado com o trânsito e gritando com os outros motoristas. Uma típica situação de estresse. Parece familiar? Não precisa ser uma experiência ruim, veja, também é comum se sentir feliz ao lembrar que vai encontrar alguém querido ou fazer uma viagem incrível, garantindo um bom humor no período que antecede esses acontecimentos. Isso ocorre porque o nosso cérebro não distingue com clareza as emoções reais daquelas imaginadas, e acabamos tendo sensações e percepções físicas de determinadas experiências que estão sendo vivenciados apenas na nossa mente.

“E o que isso tem a ver com o meu almoço?”, você me pergunta. Ora, isso tem muita coisa a ver com seu almoço, sim! E com o jantar, o lanche, com o docinho que come na festa, com o religioso suco verde e até com as fotos de comidas que vê no Instagram todo dia. Grande parte das vezes em que falamos de comida e alimentação, tudo que vem à nossa mente são calorias, carboidratos, vitaminas, gorduras, sabor, quantidade, horários etc. e esquecemo-nos de considerar como nos sentimos em relação a tudo isso. Eu gosto muito de falar sobre os aspectos nutricionais dos alimentos, daquilo que comemos, mas gosto ainda mais de falar sobre como nós comemos e acredito que nossa relação com a comida representa uma parte importante e indissociável do processo da alimentação. Infelizmente, tenho a impressão de que andamos ignorando cada vez mais a forte conexão que existe entre os pensamentos, as crenças e a forma como alguém se sente fisicamente.

Sabe o que eu acho de tudo isso? Muito, muito estranho. Entenda por quê: no nosso cérebro, o principal centro de armazenamento e controle das emoções é um conjunto de estruturas chamado de sistema límbico, uma porção bem rudimentar do sistema nervoso. Uma das estruturas desse sistema é o hipotálamo, que, por acaso, é um dos principais reguladores do nosso sistema endócrino e o responsável por mandar sinais dizendo quando vários hormônios devem ou não ser secretados. Quer dizer que lá no início do texto, quando você imaginou a briga, as sensações vivenciadas foram filtradas pelas diversas áreas do sistema límbico, incluindo o hipotálamo, que sinalizou se hormônios deveriam ou não ser liberados em reposta a essas sensações, gerando assim os efeitos físicos da experiência. Revise comigo: um dos mais importantes centros da regulação hormonal está justamente na porção do cérebro responsável por processar nossas emoções. Fica meio difícil negar a interação entre a mente e o corpo, não é? Ah, que bom que concorda.

Agora vamos trazer essa reflexão para a hora da sobremesa! Vamos supor que é dia de mousse de chocolate. Não tem problema se não gostar de mousse, pode escolher sua preferida, o importante é que seja algo de que gosta bastante. A primeira coisa que vem à minha mente ao pensar nessa sobremesa é a textura aveludada e o forte sabor de chocolate, eu acho mousse uma delícia e ficaria muito satisfeita se tivesse um pouco para comer agora enquanto escrevo. Mas também já fui à pessoa que olhava para a mousse e só pensava em como aquilo engorda. Ou em como açúcar faz mal à saúde. Ou como eu estava errada por querer um pouco de mousse. Pensava em como as pessoas iriam me julgar se eu me servisse de uma porção grande ou, pior, se repetisse a sobremesa! Acreditava que eu não merecia comer aquilo por estar acima do peso que julgava ideal. A parte boa é que hoje, reavaliando tudo, vejo como isso me fazia mal e como não fazia sentido algum. A parte ruim é que ainda conheço muitas pessoas que pensam exatamente dessa maneira.

Medo, tensão, culpa ansiedade, insegurança, preocupação, vergonha… tudo isso que descrevi acima e que acontecia comigo ainda acontece diariamente para inúmeras pessoas, especialmente mulheres e meninas. O maior inimigo é a comida. O apetite é algo ruim. O medo está presente sempre que elas comem ou pensam em comer e, para o nosso cérebro, essas crenças e sentimentos negativos sobre os alimentos são prontamente traduzidos em estresse. As respostas neuronais e hormonais nestas circunstâncias são inúmeras e complexas, mas se há algo que posso afirmar sobre isso é: o estresse excessivo é um dos maiores causadores de bagunça no nosso corpo! Em relação à alimentação especificamente, posso citar os efeitos no sistema nervoso simpático e o aumento do cortisol.

De forma bem superficial, o sistema nervoso simpático é a porção do nosso sistema nervoso que prepara o corpo para a ação e a reação imediatas, que para os nossos ancestrais eram situações de “fuga ou luta” com o “inimigo”, e ele é imediatamente ativado quando o cérebro percebe o estresse. Como ninguém pensa em parar para fazer um lanchinho quando está correndo perigo, a eficiência do nosso sistema digestório é muito reduzida quando o sistema nervoso simpático está ativado. Já ouviu alguém comentar que sente dor de barriga ou enjoo quando fica nervoso ou muito ansioso? Pois é. O problema é que o inimigo atual é a comida e o estresse tem a inconveniente ação imediata de prejudicar a nossa digestão. Já o excesso de cortisol - o hormônio mais famoso do estresse-, em longo prazo, tem os efeitos de aumentar o apetite, especialmente por doces e frituras, estimular o acúmulo de gordura, favorecer o cansaço e a insônia, enfraquecer o nosso sistema imunológico e muitos outros efeitos, inclusive também causar sintomas digestivos.

A verdade é que estamos continuamente agredindo o nosso metabolismo de diversas maneiras, e sequer nos damos conta disso! Cada vez que pensamos coisas como “eu não deveria ter vontade de comer esse bolo” ou “essa lasanha vai me engordar”. Cada vez que fazemos uma dieta restritiva. Cada vez que fazemos a escolha de ter uma alimentação totalmente sem graça. Em cada refeição corrida que fazemos, cada vez que ignoramos a fome, cada vez que classificamos uma comida como “proibida” apenas para deseja-la ainda mais e depois acabar comendo em excesso. E mais importante: cada vez que nos culpamos por não conseguir seguir exatamente todas as regras do que consideramos uma alimentação saudável. Todos esses comportamentos podem levar a transtornos alimentares e inúmeros outros problemas de saúde.

Eu acredito na importância da escolha de alimentos naturais, em evitar os alimentos processados e refinados, acredito em reduzir a quantidade de toxinas que ingerimos e também acredito no equilíbrio na alimentação. Mas tudo isso é só um lado da alimentação saudável. O que acontece com a comida depois que ela entra no nosso corpo e como ela nos afeta é a outra parte importantíssima do processo, e isso está diretamente ligado a como nos sentimos em relação a essa comida. Quem você é quando você come é um fator tão ou mais importante que a quantidade de nutrientes ou os efeitos na saúde que determinado alimento possui, mas aparentemente estamos completamente esquecidos disso.

Aqui vai a minha sugestão para você: é hora de refletir sobre como você se sente em relação à alimentação. O que você pensa diante do seu prato favorito? Qual é sua sensação ao ver a foto de um doce aparentemente delicioso que alguém publicou? As inúmeras informações sobre nutrição que surgem a cada dia na mídia você as utilizam para melhorar ou aprisionar ainda mais sua alimentação? Você permanece em uma dieta restrita e sem graça? Acha normal ignorar os pedidos do seu corpo por comidas saborosas? Ou, pior, você se culpa por querer essas comidas? O prazer de comer não é algo que deve ser associado com culpa, não deve ser visto como algo supérfluo ou dissociado de todo o processo da alimentação, ele é peça fundamental para obter a máxima saciedade e nutrição dos alimentos. Seja qual for o objetivo de buscar uma alimentação saudável, estabelecer a paz com a comida será sempre o primeiro passo!

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