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As informações e sugestões contidas neste blog têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

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19 abril 2015

Mexa-se na terceira idade

Quando parece que o corpo não aguenta mais os esforços de atividades cotidianas, nada melhor que revigorá-lo com atividades físicas regulares. É o que mostra uma pesquisa divulgada em setembro de 2009 pela Hebrew University Hadassah Medical School, de Jerusalém, que acompanhou 1.861 voluntários entre 70 e 88 anos.
O estudo concluiu que aqueles que praticavam atividades físicas regularmente aumentaram a expectativa de vida em 15% depois dos 70 anos e permaneceram independentes por mais tempo.

A prática do exercício físico na terceira idade pode retardar o aparecimento de complicações e trazer vários benefícios. “Diminui o risco cardiovascular, aumenta a massa muscular e a óssea, melhora a coordenação, a flexibilidade, a força muscular, assim como a atenção, o equilíbrio e a conscientização corporal”, explica Telma de Almeida Busch Mendes, fisioterapeuta e coordenadora da pós-graduação em Gerontologia do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).

Não é somente o corpo que agradece. Também do ponto de vista psicológico a atividade física traz grandes benefícios. Associada à socialização, pode ajudar no equilíbrio do humor, diminuir a ansiedade e até atuar como coadjuvante em alguns casos de depressão leve, segundo o Drº Mário Sérgio Rossi Vieira, fisiatra e médico do esporte do HIAE.

Devagar se vai longe
Antes de tudo, porém, é preciso consultar um médico especialista na área (médico do esporte, cardiologista, geriatra ou fisiatra). Esses especialistas avaliam as condições físicas da pessoa e prescrevem os exercícios mais adequados. 

São analisados também os diferentes componentes da aptidão física: condicionamento cardiorrespiratório, resistência e força muscular, flexibilidade e composição corporal, que inclui as proporções de massa magra (músculos) e massa gorda (gorduras) do corpo. “Isso assegura a realização dos exercícios em uma faixa de segurança e, desse modo, a manutenção da mobilidade, da agilidade e da força muscular, prolongando a independência do idoso”, diz o fisiatra.

O aquecimento é uma fase importante, pois diminui os riscos de lesões e aumenta o fluxo sanguíneo para a musculatura esquelética. Os exercícios aeróbicos de baixa ou moderada intensidade e impacto, como caminhada e hidroginástica, em geral são os mais indicados para quem quer fazer apenas um condicionamento. O ideal é intercalar exercício aeróbico, que melhoram o condicionamento cardiovascular, com exercícios resistidos com carga de moderada intensidade para ganhar força e resistência. Estes devem respeitar intervalos entre 24 e 48 horas.

O recomendado é realizar 30 minutos de atividade física na maioria dos dias da semana, em intensidade moderada e de forma contínua ou acumulada. Ou então praticá-los no mínimo três vezes por semana por 1 hora. Caso a pessoa seja sedentária, deve começar fazendo exercícios duas vezes por semana, alternando com caminhada. “O objetivo é ir aumentando ambos progressivamente”, diz a fisioterapeuta.

Aprender a alongar-se adequadamente é outro fator essencial para melhorar a qualidade de vida. “O aquecimento é uma fase importante, pois diminui os riscos de lesões e aumenta o fluxo sanguíneo para a musculatura esquelética”, explica o Drº Mário Sérgio.

Limitações monitoradas
Caso o idoso necessite de fisioterapia, terá a pressão monitorada e será estabelecido um limite de frequência cardíaca, determinado após avaliação com testes específicos. Todos os objetivos são individuais e devem ser informados ao paciente, para que conheça o próprio corpo e aprenda a respeitá-lo. Afinal, como afirma a fisioterapeuta Telma, “praticar qualquer atividade física com segurança é ser capaz de reconhecer os limites e quando algo está errado”.

O mais comum é repetir de oito a dez vezes as séries de exercícios, com 1 ou 2 minutos de descanso entre uma e outra, para que o músculo recupere a atividade metabólica e a frequência cardíaca volte a patamares seguros. E cabe ao especialista que acompanha o idoso informar ao médico qualquer alteração em seu quadro.



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